Christiano Puppi 22225
Christiano Puppi 22225 com Flávio Bolsonaro 22 e Sergio Moro 22
PT tenta tirar propaganda de Christiano Puppi do ar, mas Justiça nega liminar

PT tenta tirar propaganda de Christiano Puppi do ar, mas Justiça nega liminar

TRE-PR rejeitou pedido para remover publicação das redes sociais do candidato de Campo Largo; decisão afirma que apoio político entre candidaturas é prática admitida no processo democrático

Uma tentativa de retirar das redes sociais uma publicação da campanha de Christiano Puppi sofreu uma derrota na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) indeferiu o pedido liminar que buscava a remoção de um vídeo publicado pelo candidato a deputado estadual, mantendo o conteúdo no ar enquanto a representação segue seu trâmite.

A ação foi apresentada por José Carlos Becker de Oliveira e Silva, Zeca Dirceu, candidato a deputado federal pelo PT, contra Christiano Puppi, Sergio Moro, Edson Vasconcelos e a coligação Fortaleza Paraná. O petista alegou supostas irregularidades formais em uma publicação feita por meio da ferramenta de colaboração do Instagram.

No vídeo questionado, Christiano aparece durante uma agenda na Colônia Revier, em Campo Largo, e destaca a presença e o apoio de nomes como Sergio Moro. O autor da representação pediu que a Justiça determinasse, em caráter de urgência, a retirada da publicação em até 24 horas, sob pena de multa diária.

A tentativa, porém, não prosperou na análise da liminar.

Justiça reconhece caráter proporcional da propaganda

Ao analisar o caso, o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, considerou que a publicação tinha como foco predominante a candidatura de Christiano Puppi a deputado estadual.

A decisão reconheceu que Sergio Moro participa do vídeo e manifesta seu apoio, mas concluiu que isso não transforma o conteúdo em propaganda voltada predominantemente à eleição majoritária.

O documento judicial afirma que se trata de uma publicação conjunta de “apoio recíproco, típica da dinâmica das redes sociais” e destaca que a exaltação mútua de candidaturas constitui prática “amplamente admitida e incentivada no processo democrático”.

A decisão vai além. Segundo o TRE-PR, estender determinadas exigências formais das campanhas majoritárias às publicações de candidatos proporcionais poderia inviabilizar “a própria liberdade de cooperação e o direito de apoio político entre candidaturas da mesma coligação ou federação partidária”.

Ao final, o Tribunal foi objetivo: “indefiro a liminar pleiteada”.

Com isso, foi rejeitada a tentativa de retirar imediatamente a propaganda de Christiano Puppi das redes. O processo ainda não teve julgamento definitivo de mérito, e os representados foram citados para apresentar defesa no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Portanto, a decisão representa uma vitória de Puppi nesta primeira etapa da disputa judicial.

Enquanto PT tenta retirar publicação, Zeca Dirceu defende regulação das redes

O episódio também chama atenção pelo posicionamento de integrantes do PT em relação às redes sociais. Zeca Dirceu (PT-PR) tem sido um dos defensores públicos da regulamentação das plataformas digitais.

Em dezembro de 2023, quando era líder do PT na Câmara, Zeca defendeu que o Congresso retomasse a discussão do PL 2630, conhecido como PL das Fake News, afirmando que o avanço da proposta deveria ser prioridade do Parlamento. A posição foi registrada por O Antagonista e também pela CNN Brasil.

A defesa não foi pontual. Em artigo publicado em 2023, Zeca Dirceu afirmou ser necessário estabelecer um novo marco legal para regular a atuação das plataformas. Já em outro texto, sobre violência nas escolas, escreveu que era necessário “avançar na regulação das redes sociais”.

A posição também aparece na trajetória de seu pai, o ex-ministro José Dirceu. Em artigo de 2013, Zé Dirceu discutiu abertamente a regulação das redes sociais e da mídia, argumentando contra a interpretação de que regulação representaria necessariamente censura.

Mais recentemente, em 2026, José Dirceu voltou ao tema ao defender regras para internet e redes sociais para combater o que considera fake news e usos ilegais das plataformas digitais.

“Não vão nos impedir de mostrar de que lado estamos”

Para Christiano Puppi, a decisão reforça sua postura de campanha: apresentar suas ideias de maneira clara e não esconder suas alianças políticas.

“Tentaram tirar nossa propaganda do ar e a Justiça negou. Eu não escondo de que lado estou. Tenho orgulho de caminhar ao lado do Sergio Moro e de defender aquilo em que acredito. Podem tentar nos enfrentar na Justiça, mas nós vamos continuar falando com coragem e mostrando nossas posições para Campo Largo e para todo o Paraná”, afirma Christiano.

A decisão judicial ressalta justamente o direito de cooperação e apoio político entre candidatos, ponto central da publicação questionada.

Para Puppi, a campanha seguirá utilizando as redes sociais para apresentar propostas, defender seus posicionamentos e mostrar ao eleitor suas alianças.

“Não vou mudar meu discurso para agradar ao PT. Não vão calar a nossa voz. Vamos continuar defendendo Campo Largo, a direita e aquilo em que acreditamos”, conclui.

Christiano Puppi é candidato a deputado estadual pelo PL, número 22225.

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